Clima para Donas de Casa: Mitos e Realidade

Baseando-nos em factos do conhecimento comum, vamos demonstrar que o aquecimento global antropogénico e o esgotamento das reservas de combustíveis fósseis são apenas frutos de imaginação doentia. Os interessados são todos os actores principais: os cientistas – pois recebem financiamentos para estudar um problema "globalmente importante", os média – pois as catástrofes globais vendem-se muito bem, e os políticos – pois podem criar impostos adicionais e esquemas de se apropriarem de uma parte mais significativa do PIB, sob pretexto de um alegado "perigo global", e tendo vencido o papão, ainda reclamarão gratificações.
Lenda: as reservas dos combustíveis fósseis estão a esgotar-se

    Abundam os escritos a afirmar que as reservas dos combustíveis fósseis vão se esgotar num prazo historicamente curto, na ordem dos 100 anos, argumentando a necessidade de desenvolvimento das energias renováveis. Estas previsões estão feitas com base no tamanho dos depósitos descobertos e confirmados de petróleo, carvão, xistos betuminosos e gás natural. Podemos refutar, dizendo que nos últimos 50 anos são constantemente feitas previsões de como a produção mundial de combustíveis fósseis vai atingir o seu pico "em 20 anos", e depois entrará em declínio, por esgotamento dos recursos, causando um crescimento constante dos preços de combustíveis. Entretanto, estas previsões nunca se cumpriram na realidade, por terem sido implementadas novas tecnologias de extracção, e descobertas novas jazidas.

Vamos então colocar uma pergunta mais pertinente: qual será o prazo de esgotamento de reservas potenciais de combustíveis fósseis? Para avaliarmos as reservas potenciais, vamos relembrar, que o oxigénio gasoso, necessário para a nossa respiração, entra na atmosfera como um produto da fotossíntese, realizada pelas plantas. Vamos representar este processo por uma equação simplificada, fácil de perceber por um aluno da escola secundária:

hv + CO2 → C + O2

Aqui hv representa a energia dos raios solares, aproveitada pelas plantas na fotossíntese, CO2 – o gás dióxido de carbono (o "carbono" dos "créditos de carbono"), extraído da atmosfera pelas plantas, С – carbono, incorporado pelas plantas na matéria orgânica, e O2 – o gás oxigénio, libertado para a atmosfera. Deste modo, sabendo a quantidade de oxigénio na atmosfera, podemos avaliar as potenciais reservas de combustíveis fósseis enterradas no subsolo, em termos de carbono equivalente.

Ora por cada metro quadrado da superfície terrestre temos cerca de 2 toneladas de oxigénio gasoso na atmosfera, daqui as reservas potenciais são cerca de 800 quilogramas de carbono por cada metro quadrado. Tendo em conta que as reservas confirmadas correspondem a cerca de 3 kg de carbono por metro quadrado, podemos concluir que as reservas potenciais bastam para 20000 anos, mantendo inalterados os níveis correntes de consumo.

Feitas as correcções para as dificuldades de extracção de uma parte destas reservas, concluímos que garantidamente teremos combustíveis fósseis suficientes para os próximos 1000 anos, mesmo tendo em conta o crescimento da população mundial, previsível nos próximos 100 anos. Notemos que os combustíveis fósseis nunca foram pesquisados em mais de 90% da área do globo terrestre, e que as jazidas de petróleo, como as exploradas na Arábia Saudita, foram descobertas a olho nu, aparecendo o petróleo nestes locais à superfície, e continuam a ser exploradas sem redução dos níveis de produção, até à presente data.

Lenda: o dióxido de carbono provoca o aquecimento global, que pode atingir proporções catastróficas

    Este é o segundo pretexto para os investimentos em energias renováveis e combustíveis verdes. Este mito é refutado por todos os dados científicos existentes. Consideremos, por exemplo, os dados da temperatura média da superfície dos oceanos (Figura 1). Comparando os períodos de aquecimento em 1910-1940 e em 1970-2000, nota-se que o aquecimento aconteceu com a mesma velocidade, em ambos os casos, e teve o mesmo valor. Vamos confrontar este resultado com o facto da produção humana de CO2, por incineração de combustíveis fósseis, ter aumentado na segunda metade do século 20 em pelo menos 5 vezes, comparada com a primeira metade.

Daqui conclui-se, ao contrário das conclusões divulgadas pelo Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas (IPCC), que o CO2 não provoca aumentos significativos da temperatura global. Se, realmente, o aquecimento fosse produzido predominantemente pelo dióxido de carbono, como o IPCC nos quer convencer, então o aquecimento na segunda metade do século XX seria muito mais rápido e forte, o que seria muito fácil de notar no gráfico.


Fig. 1. Temperaturas médias mensais da superfície oceânica entre 1870 e 2010.

Os aquecimentos e os arrefecimentos, como o que teve lugar entre 1940 e 1970, e foi amplamente discutido nos média, são provocados por mecanismos naturais, os quais a humanidade não consegue influenciar, nomeadamente, pelas alterações da actividade solar e dos elementos da órbita terrestre à volta do Sol. Falemos agora dos modelos computacionais, apresentados pelo IPCC como a sua prova principal – e única – dos efeitos maléficos do CO2 sobre o clima.

Lenda: os modelos computacionais do IPCC conseguem prever o clima do futuro

    Uma objecção óbvia contra as pretensões do IPCC consta do seguinte: já que a meteorologia, usando modelos essencialmente idênticos aos modelos do IPCC, não é capaz de prever o tempo mesmo com um mês de antecedência, então como podem almejar, prever o clima com 50 ou 100 anos de antecedência? Responde o IPCC que o tempo está cheio de eventos completamente imprevisíveis, como furacões tropicais, enquanto o clima – é algum tempo médio, sem contar com os extremos, e por isso pode ser previsto com muito mais facilidade. Nós vamos demonstrar, que nos modelos do IPCC, tal como nos modelos meteorológicos, falta a física, que é essencial para podermos compreender tanto o tempo, como o clima, razão pela qual a meteorologia tradicional não tem capacidade de prever o tempo com um mês de antecedência, tal como o IPCC não tem capacidade de prever o clima com qualquer antecedência que interesse.

As provas disso são dadas pelo P. Corbyn, que faz previsões do tempo com grande antecedência, utilizando a sua teoria solar do tempo. O seu método é bastante simples: ele conjuga os factores de origem solar (factores solares, FS; ele sabe prever estes com até 12 meses de antecedência), que irão actuar sobre o sistema climático terrestre num futuro próximo, e comparando estes com os FS que actuaram no passado, consegue seguramente prever não só o tempo, mas também os fenómenos climáticos extremos, como furacões tropicais. Ele consegue previsões correctas porque o tempo é predominantemente definido pelos FS, externos ao sistema climático, deste modo, a reprodução do estado dos FS provoca uma reprodução fiel dos fenómenos do tempo e do clima, inclusivamente dos furacões tropicais, que não podem ser previstos pela meteorologia tradicional. Na verdade, este resultado é bem previsível, pois o Sol é a única fonte de energia que põe em movimento a máquina climática terrestre, enquanto todos os outros factores, como cinzas vulcânicas na atmosfera ou o CO2 antropogénico apenas têm uma importância secundária provocando efeitos reduzidos.

O desejo impertinente do IPCC de atribuir o aquecimento global ao crescimento das concentrações atmosféricas do CO2, provocado pela humanidade, causou uma deturpação da física do efeito de estufa nos modelos do IPCC. Por sua vez, isso resulta numa série de previsões absurdas, que contradizem os resultados de medições feitas no sistema climático terrestre. Um destes "resultados científicos", que dá origem às previsões do aquecimento catastrófico galopante, consta do seguinte: o efeito de estufa nos modelos do IPCC é ampliado quando a superfície terrestre aquece, pois uma atmosfera mais quente não deixa as radiações térmicas saírem para o espaço com a mesma facilidade. Esta conclusão "teórica" é complemente oposta aos dados experimentais: as medições por satélites, feitas nos últimos 30 anos, mostram que as radiações escapam para o espaço em maior quantidade quando as temperaturas aumentam, e então a Terra arrefece, reduzindo o efeito dos factores que provocaram o aquecimento.

Tendo em conta que os FS estão ausentes tanto nos modelos meteorológicos, como nos modelos climáticos do IPCC, consegue-se perceber muito. Realmente, a incapacidade da meteorologia de prever o tempo com mais de uma semana de antecedência é a consequência dos FS se alterarem significativamente no prazo de uma semana, facto que a meteorologia desconhece. Do mesmo modo o IPCC, ignorando os FS, nada consegue saber do clima mesmo com um mês de antecedência, já nem falando de 50 anos, pois os FS afectam o clima ("tempo médio") do mesmo modo como afectam o tempo concreto num lugar concreto – se, por exemplo, a temperatura aumentou em cada ponto do planeta pela acção dos FS, então na mesma medida aumentou a temperatura global média. O revés dos modelos do IPCC agrava-se pela tentativa de atribuir as alterações climáticas ao crescimento do CO2 atmosférico, em vez dos FS, o que dá resultados absurdos que contradizem as medições experimentais.

Tendo em conta os resultados das medições feitas pelos satélites, o aquecimento catastrófico de 3,5ºC, que resultará, segundo IPCC, da duplicação do CO2 atmosférico, transforma-se em aquecimento de 0,3 - 0,5 ºС em 100 anos, benéfico tanto para a natureza como para a humanidade. As previsões de que os fenómenos climáticos extremos se tornam mais frequentes com o aquecimento são igualmente absurdas – todos os fenómenos extremos apenas repetem-se periodicamente. Realmente, a teoria solar do tempo prevê a existência de várias periodicidades nas alterações climáticas, de diferente duração, incluindo a periodicidade com duração de cerca de 60 anos, que temos observado nas temperaturas da superfície do mar.

Lenda: está tudo mal no mundo – o dióxido de carbono polui a atmosfera, os gelos polares derretem, o nível dos oceanos cresce, os ursos polares extinguem-se ...

Como já notamos, o CO2 é usado pelas plantas para fotossíntese, então duplicando as suas concentrações atmosféricas, a produtividade agrícola aumentará em aproximadamente 50%, sem qualquer investimento adicional. Tendo em conta que mais de 10 milhões de pessoas morrem de fome anualmente, o crescimento do CO2 e o aumento da temperatura global são benéficos para a humanidade. Mostram os dados científicos que o crescimento da temperatura global provoca o aumento das concentrações atmosféricas do CO2, resultante do aumento da actividade biológica, da erosão das rochas, e do regresso para a atmosfera do CO2 que se encontra dissolvido na água dos oceanos, e não o contrário. O IPCC, artificialmente tentando virar tudo do avesso, está a deturpar nos seus modelos as relações causa - efeito existentes na natureza.

Baseando-se nos dados dos satélites, os gelos na Gronelândia durante as últimas décadas em média acumulam-se, derretendo principalmente no sul da ilha. A área gelada no Antárctico tem estado a crescer durante os 30 anos das medições por satélite – aliás, o Antárctico tem estado a arrefecer ligeiramente, ao contrário do resto do globo. O mínimo da área gelada no Árctico é um parâmetro que varia bastante de um verão para outro, e o valor mínimo dos 30 anos de observações por satélite foi registado em 2007 . Uma redução em 2010 foi provocada pelo fenómeno El Niño, que teve lugar neste ano, criando um verão anomalamente quente. O El Niño pode aumentar a temperatura global, temporariamente, até 1 ºС, enquanto o aquecimento durante todo o século XX avalia-se em apenas 0,7 ºС. O nível dos oceanos cresceu em cerca de 30 centímetros, durante todo o século XX, e durante os últimos 10 anos não cresceu de todo, tal como não cresceu a temperatura média global. A população de ursos polares tem sido estável durante os últimos 40 anos – sendo notado um rápido crescimento num período anterior a este, por ter sido proibida a caça deste animal.

Lenda: o aquecimento global continua, e deve ser combatido, reduzindo o consumo dos combustíveis fósseis e a produção antropogénica do CO2, introduzindo energias renováveis e produzindo combustível a partir da matéria vegetal

Os delitos do IPCC que usa todos os meios para convencer o mundo da iminência de uma catástrofe climática foram desmascarados pelo escândalo Climategate. O último feito dos muito honrados representantes da profissão científica envolvidos no escândalo foi o de excluir das contas da temperatura média global os dados de cerca de metade de 100 mil estações meteorológicas, nomeadamente as que estão localizadas nas zonas rurais. Como é fácil de perceber, isto provocou um "crescimento" instantâneo da temperatura global média – a temperatura nas cidades é mais elevada, comparada à das zonas rurais, pois a radiação solar, absorvida pelo asfalto e pelos edifícios aquece a cidade, enquanto a temperatura nas zonas rurais é estabilizada pela evaporação da água das plantas.

Ora as temperaturas globais não cresceram nos últimos 10 anos – de momento, estamos na fase de arrefecimento num ciclo com 60 anos de duração, semelhante à que teve lugar entre 1940-1970. Segundo os cientistas que estudam a actividade solar, a componente secular da radiação solar encontra-se numa fase de contracção, com regresso às condições climáticas da "Pequena Idade do Gelo" em 30-40 anos, que já existiram durante o mínimo de Maunder de actividade solar, e com temperaturas médias globais cerca de 1ºC inferiores das contemporâneas.

Como já constatamos, a produção antropogénica do CO2 muito pouco afecta a temperatura global – mesmo fazendo as contas com os dados completamente deturpados do IPCC, o efeito sobre o aquecimento global dos protocolos do Kyoto ou Copenhaga corresponde às centésimas de grau em 100 anos – com custos de centenas de milhares de milhões de dólares, deitados literalmente ao vento, enquanto o Mundo depara com problemas bem mais reais de pobreza, fome e doenças.

As limitações ao consumo de combustíveis fósseis vão fazer com que as nações pobres, sem acesso às fontes de energia barata, fiquem ainda mais pobres. Os países desenvolvidos irão empobrecer igualmente, pois terão de pagar entre 3 a 10 vezes mais pela energia , usando a energia eólica, muitíssimo cara, e a energia fotovoltáica, absurdamente cara, perdendo competitividade económica em relação aos países em desenvolvimento, com Índia e China. A única fonte economicamente viável de energia renovável é a energia hidroeléctrica, exigindo as restantes subsídios gigantescos e medidas administrativas, que resultam em aumentos absurdos dos preços dos recursos energéticos, sem qualquer justificação científica ou económica.

A produção de combustíveis "verdes" a partir da matéria vegetal, subsidiada pelos governos dos países desenvolvidos, já duplicou os preços de géneros alimentares no mercado mundial , o que provocou um crescimento exponencial das mortes por fome e doenças, estando em primeiro lugar a mortalidade infantil.

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