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Monday, June 20, 2011

O Sétimo Selo do Quarto Cavaleiro de Apocálipse


Este post é uma reacção à publicação pela editora Gradiva do livro do jornalista José Rodrigues dos Santos "O Sétimo Selo".
Na nossa lista mereceram um grande destaque, pela negativa, tanto o autor do livro, que se juntou ao coro dos apologistas de ideologia misantrópica que junta a aceitação da fraude climática da IPCC/ONU à propaganda de energias verdes e combustíveis verdes, que estão a provocar um genocídio sem precedentes, por fome, nas nações  pobres, como a editora, a qual tinha uma reputação de estar a promover causas nobres. Ora a fraude, as mentiras e os homicídios nobres nunca serão.

Além da ausência completa da integridade moral, a qual se espera de um jornalista e escritor, o autor revelou uma ignorância ímpar para quem alegadamente estudou os fundamentos científicos dos problemas que o mesmo escolheu abordar no seu romance.

Para começar, o hidrogénio  citado pelo autor como uma solução dos problemas energéticos da humanidade não os consegue resolver, pois não existe nesta Terra qualquer jazida deste gás, e para produzir o mesmo, precisamos de gastar energia, a qual supostamente está em falta. Conclusão: mentira e fraude. O papel que aguenta.

Quanto ao petróleo, se este estiver a faltar, então apenas e só pelos motivos políticos - há quem aposta em combustíveis verdes, promovendo o genocídio por fome; comerciais, pois com a subida dos preços ganham mais os revendedores; e orçamentais - pois os governos, inclusivamente o Governo de Portugal, cobram cada vez mais impostos sobre um bem supostamente deficitário. Entretanto, e como mostramos recentemente, haverá combustíveis fósseis mais que suficientes para serem queimados sem limitações durante os próximos 1000 anos. 

Quanto a integridade moral e competência científica dos seus consultores, estes também são, no mínimo, duvidosas, pois a própria IPCC/ONU foi apanhada repetidamente em flagrantes delitos, a mentir descaradamente tanto nos seus relatórios, muitos dos cujos autores são pessoas com agenda política verde mas sem qualquer preparação científica, como por ter usado métodos demagógicos, dogmáticos e propagandistas, que nada têm a ver com a ciência. Com efeito, as principais conclusões dos mencionados relatórios são falsas: o dióxido de carbono não está a poluir a atmosfera; o dióxido de carbono não está a provocar o aquecimento global; não se vislumbra a hipótese de qualquer catástrofe climática iminente, quer que seja antropogénica ou não. Os pormenores estão no nosso artigo.

De facto, todas as políticas oficiais correntes estão completamente opostas às necessidades: precisamos de mais dióxido de carbono na atmosfera, para aumentar a produtividade agrícola; precisamos de mais dióxido de carbono na atmosfera, para reduzir os efeitos da uma nova Pequena Idade de Gelo, real, e não virtual como o aquecimento global antropogénico; precisamos de fornecer energia barata a toda a humanidade, incluindo a energia dos combustíveis fósseis, para melhorar o seu bem-estar  e então reduzir as taxas de natalidade; e, finalmente, precisamos de nos preparar para a redução da temperatura global nos próximos 30 anos, acompanhada pela redução da produtividade agrícola, com todas as consequências negativas que isso trará.

O autor pode ser entretanto congratulado por entrar numa boa companhia: o Adolf Hitler o o seu IIIº Reich também eram muito verdes e ecológicos.

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Sunday, February 13, 2011

Verde = Genocídio | Green = Genocide



Vamos aos factos

Facto 1: O gráfico seguinte mostra a evolução do Índice de Preços dos Alimentos (Food Price Index - FPI) - azul, e a evolução da produção do  Biodiezel na UE - rosa (que tem crescido de modo semelhante à produção mundial), nos últimos 10 anos. A relação causa-efeito fica provada pelo facto que o FPI manteve-se constante, e até desceu durante 10 anos anteriores ao início da produção dos combustíveis verdes, em larga escala.

Fontes: http://www.biofuels-platform.ch/en/infos/eu-biodiesel.php e http://www.indexmundi.com/commodities/?commodity=food-price-index&months=360

Fig. 1

Conclusão: como era de esperar, o aumento da procura da matéria-prima vegetal aumentou os preços de alimentos.
Comentário: tirando os picos transitórios no gráfico do FPI (linha azul), provocados pelas colheitas mais baixos durante certos períodos, a evolução do FPI acompanha perfeitamente a evolução da produção de biocombustíveis (linha rosa).

Pergunta: qual é a percentagem de alimentos que estão a ser queimados em automóveis? Será que os combustíveis verdes podem aumentar os preços no mercado alimentar?
Resposta: hoje em dia, até 25% dos alimentos estão utilizados na produção de biocombustíveis. Os dados dizem respeito aos cereais nos Estados Unidos, são do Ministério de Agricultura Norte-americano, e dizem respeito ao ano de 2009. Em 10 anos, vamos então queimar até 50% de alimentos, deixando morrer de fome até 10 milhões de pessoas, anualmente.

Facto 2: Os dois gráficos seguintes mostram as previsões do crescimento da produção mundial do Bioetanol (álcool etílico para combustível) - Fig. 2, e do Biodiesel - Fig. 3.
Fonte: http://www.agri-outlook.org/document/9/0,3746,en_36774715_36775671_45438665_1_1_1_1,00.html

Fig. 2


Fig. 3
Conclusão: o uso de matéria-prima de origem vegetal para produção de combustíveis vai crescer cerca dos 100% nos próximos 10 anos.

As nossas previsões
  1. Nos próximos 10 anos o FPI vai crescer outros 50%, quase triplicando em 20 anos (a partir do ano 2000). Usamos para esta estimativa as tendências evidentes na Fig. 1 e os dados das Fig. 2 e 3.
  2. Ora hoje em dia morrem de fome, e das doenças relacionadas com a subnutrição, entre 10 e 20 milhões de pessoas, anualmente, na sua maioria crianças (os números variam muito entre várias fontes). Então daqui a 10 anos, irão morrer, anualmente, entre 15 e 30 milhões de pessoas, por ter crescido o FPI em 50%.
  3. Tendo em conta o crescimento de preços de alimentos que se deu nos últimos 10 anos, provocado pelo crescimento de produção de combustíveis verdes, são os mesmos hoje em dia directamente responsáveis pela morte de entre 3 e 5 milhões de pessoas, anualmente.  
  4. Ou seja, nos 10 anos seguintes morrerão de fome, adicionalmente, devido aos combustíveis verdes, entre 50 e 100 milhões de pessoas, na sua maioria crianças, e quase todas em África - ver Fig. 4, que mostra o mapa de subnutrição.

Todas estas mortes são perfeitamente evitáveis.


Fig. 4


Fonte da Fig. 4: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Percentage_population_undernourished_world_map.PNG


Agradecendo o Anónimo pelas perguntas feitas, 23/04/2011 acrescentei as informações que estavam em falta, apresentadas de seguida.

Added on 2012/09/11: we now have conclusive scientific evidence that green fuels are the only reason that is driving the food prices up.
 
Anexo 1: Da estrutura de distribuição da população pelo rendimento 

Como mostram os dados do Censo dos Estados Unidos (usamos estes, pois são os mais detalhados na zona de rendimentos baixos), ver Fig. 5, a distribuição acumulada (distribuição cumulativa, ou integral) da população pelo rendimento é linear na zona de rendimentos baixos (a parte de esquerda do gráfico), havendo algum alongamento no sentido dos rendimentos muito baixos, cuja existência no caso dos Estados Unidos deve-se à Segurança Social: esta complementa os rendimentos, salvando da morte as pessoas mais pobres.

Fig. 5
Conclusão: Sem a ajuda da segurança social, inexistente nos países pobres, a distribuição diferencial da população pelo rendimento - é uma função constante.  Então, o número de mortes de fome e doenças relacionados com fome, nestes países pobres, é directamente proporcional ao FPI.

Anexo 2: Da quantidade da produção agrícola canalizada à produção de combustíveis verdes 

Facto 1: preço do gasóleo em Portugal hoje (23/04/2011) é de €1,32; no mínimo.
Facto 2: preço do óleo de girassol no Continente hoje é de €1,49 - se fosse inferior ao preço do gasóleo, haveria quem se abastecesse nos supermercados ...

Sendo certo que os preços dos alimentos nos países pouco desenvolvidos são mais baixos, do que em Portugal, os seus mercados internos de alimentos não conseguem competir com o mercado internacional dos combustíveis, o que resulta em falta de alimentos e subida dos seus preços. Deste modo, os preços dos combustíveis empurram para cima os preços dos alimentos.

Mostra a Fig. 6, que para cumprirmos as metas, estabelecidas na Fig. 3 para os ano 2019, será necessário usar para combustível (queimar) mais de metade de óleos alimentares, a contar com a produção mundial de 2004.

Fig. 6


Naturalmente, o mercado de combustíveis, competindo (sempre ajudado pelo dinheiro dos nossos impostos!) com o mercado dos alimentos, vai distorcer a estrutura da produção agrícola, ocupando grande parte de terrenos férteis com as "culturas de combustíveis", e provocando uma subida do FPI, dos preços de todos os alimentos, e da mortalidade devida à fome nas nações pobres, incluindo os PALOP - ver a Fig. 4.

Anexo 3.

O FPI do "Economist" (gráfco de 2010) está aqui.

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